Equipe do UNIFAA que participou do Projeto Rondon é certificada pela participação
Publicado em: 29/08/2025
“Eu quero mesmo é falar do banquinho. Madson, um psicólogo que participou do minicurso ‘Curando Relações’ veio me contar sobre uma prática indígena. Na cultura dessa etnia, o líder da aldeia tem um banquinho todo decorado e bonito como símbolo de sua liderança. Ele leva seu banquinho para onde for para não esquecer de onde vem. Além disso, cada pessoa que impacta positivamente a aldeia ganha um banquinho também. Madson me contou essa história pois gostaria de, simbolicamente, nos presentear com um banquinho, pois ele e todos presentes nas nossas atividades foram transformados durante a ‘Operação Amazonas’ do Projeto Rondon em Barcelos (AM).”
Foi com essa fala que a Coordenadora de Projetos do Centro Universitário UNIFAA, Vivian Rodrigues, avaliou a participação da instituição na reunião de encerramento com o Ministério da Defesa, após passar cerca de 15 dias liderando, em julho, ao lado da professora Rachel Brinco, oito estudantes na cidade a cerca de 400 quilômetros ao norte de Manaus (AM), na 98ª operação do Projeto Rondon. Ao longo desse período, os estudantes promoveram 24 oficinas e realizaram 67 atividades sobre diversos eixos sociais, como cultura, educação, saúde e direitos constitucionais. Por meio do Projeto Rondon, eles conseguiram ajudar mais de 3 mil pessoas.
Não por acaso, professores e estudantes que estiveram no estado do Amazonas, receberam, recentemente, certificados de participação das mãos do Reitor do UNIFAA, Marcio Martins da Costa, em reconhecimento ao esforço pela participação no programa que é considerado a maior iniciativa de extensão universitária brasileira. “A certificação e o reconhecimento dessa equipe têm uma importância imensa, que vai muito além de um gesto simbólico. Nossos estudantes e professoras percorreram milhares de quilômetros, enfrentaram desafios e vivenciaram realidades completamente distintas para representar o UNIFAA e o Estado do Rio de Janeiro na Operação Amazônia do Projeto Rondon”, explica o Reitor do UNIFAA, Marcio Martins da Costa, relembrando que, pelo segundo ano consecutivo, o UNIFAA foi a única instituição fluminense a participar do projeto.
Ainda segundo Marcio, “reconhecê-los significa valorizar não apenas o esforço e a dedicação, mas também o aprendizado adquirido e as competências desenvolvidas ao longo dessa experiência transformadora. Cada certificado entregue é a prova de que a educação se constrói na prática, na escuta atenta, na convivência com outras culturas e na busca por soluções para os problemas reais da sociedade.” Por fim, destacou que “trata-se, ainda, de reafirmar que, para nós, o UNIFAA não se limita aos muros da instituição: nosso propósito maior é transformar a vida das pessoas que acreditam na transformação do nosso país. Reconhecer publicamente essa equipe é, portanto, inspirar toda a nossa comunidade acadêmica a trilhar o mesmo caminho de engajamento e impacto social.”
Experiência transformadora
Para Ronieslley Leal, estudante do curso de Medicina, o Projeto Rondon é uma perfeita oportunidade para os universitários conhecerem novas realidades. “Tive a chance de sair da bolha da faculdade e perceber que conhecimento não tem valor se não for compartilhado”. Além disso, ele destaca que tanto as atividades realizadas quanto as histórias compartilhadas pela população local impactaram profundamente sua trajetória: “Essa experiência me mostrou o tipo de profissional que eu quero ser: alguém que chega aonde for preciso, com o que tiver e faz o melhor com o que sabe. Alguém que transforma e se deixa transformar. Não poderia dizer outra coisa a não ser obrigado, obrigado e obrigado”.
Na perspectiva de outra participante, Maria Caroline Baracho, aluna de Pedagogia, o Projeto Rondon contribuiu verdadeiramente para que ela se tornasse uma profissional mais humana e sensível “Trago um olhar mais sensível para as diferentes realidades do nosso país. E que pequenas ações podem fazer uma diferença enorme. Vi que dá pra ser feliz no simples”. Ainda segundo ela, um dos momentos mais marcantes foi quando percebeu o carinho e a gratidão nos olhos da população após uma oficina: “Depois da leitura, muitos vieram até nós com abraços sinceros, cheios de gratidão. E não foram abraços comuns, eram apertados, demorados e cheios de emoção, não tinham pressa. Foi ali que senti o impacto do que estávamos fazendo: eles choraram, a gente chorou, e foi lindo e emocionante”.
